Coluna Cassio Guerreiro: Dória, o é teimoso!

Para ler ouvindo: “Meu nome é trabalho” Fundo de Quintal

Quem estava vivo durante os anos 80 e 90 se lembra da série “Alf, o é teimoso” exibida no Brasil, se não me engano pela Rede Globo aos domingos. Alf era um alienígena e, seguindo um sinal de um rádio amador, caiu de gaiato na garagem dos Tunners, família padrão norte americana que, sem saber o que fazer após ter alojado o extraterrestre passa a esconde-lo e mudar o próprio comportamento e rotina para não admitir a presença e a existência de Alf. Assim como o “é teimoso” dos anos 80, outro teimoso caiu de gaiato, não na vida publica mas, na vida da cidade, uma cidade que ele mostra a cada dia conhecer menos, como se tivesse vindo de outro planeta. “Joãozinho Jardineiro, Carpinteiro, Motorista da Uber, Carteiro e Técnico da NET”, está sofrendo na prática, a dor de “cair na real”. A cada dia que passa, a cada ação malfadada, a cada tropeço Joãozinho vem aprendendo a duras penas que, a prefeitura de São Paulo, assim como qualquer administração pública não é a empresa privada do papai e que principalmente (essa, ao meu ver, é maior lição de todas) os cidadãos não são seus funcionários, seus subordinados que em hipótese alguma o contestaria no seu LIDE e que, é ele quem trabalha para a população, é ele quem serve e quem deve prestar contas do que é feito e, não o contrário.

Nos primeiros momentos de Dória como prefeito eleito uma coisa chamava a atenção e me incomodava demais. O topete, a crista! Tenho dificuldade de aturar sujeitos que não sabem lidar com críticas e não assumem seus erros. Dória encara as críticas a seus posicionamentos ou ações como meras provocações de “petistas”, simplificando e minimizando o debate. Desqualificando a torto e a direita qualquer observação que não houvesse sido identificada pela sua ótica. Uma figura absolutamente intransigente. Afoito em mostrar uma postura de austeridade e um discurso cheio de convicções, típicos de um modelo modernex de empresário que vive de “vender idéias” a investidores, sócios, clientes, etc…De puxar o saco se passando por super-homem paladino da austeridade e da firmeza na aderência a bolsa escrotal alheia. Pois bem, após 5 meses de mandato, os equívocos foram muitos e, até o mais teimoso dos “anti-bolivarianos-cubanos-terroristas-marxista-vagabundo das horas vagas” já, em algum momento, externou um descontentamento em relação a “jestão” de “Joãozinho entregador de gás, chapeiro de botequim, carteiro, menor aprendiz do Bradesco” . Seja, nas intervenções imbecis em relação ao grafite que só um idiota (no sentido da palavra) que vive acima da troposfera no obscurantismo local, um alienígena, não compreende ou desconhece a relação tradicional-cultural Grafite/Arte de rua/ São Paulo. Seja na piora dos índices de trânsito devido ao aumento do limite de velocidade nas marginais (a Física explica) ou, o aumento de morte pelos mesmos motivos. Seja na ânsia de privatizar tudo o que não traz lucro, invertendo o sentido do estado de servir a população em contra partida a receita gerada pelo contribuinte, sem fins lucrativos como objetivo principal da prefeitura. Seja testemunhando o abandono geral de parque públicos para desvaloriza-los e justificar uma concessão amiga num futuro próximo, etc… Em algum momento alguém já se deu conta que “Joãozinho amolador de faca, feirante, açougueiro e ascensorista num prédio antigo da rua Direita” não é bem aquilo que esperavam e, que a palavra Gestor não se aplica com propriedade ao político, aliás, poucas palavras foram tão banalizadas e desvalorizadas como essa…Me lembro apenas do nome Bráulio nos anos 90. “Gestor”, “Gestão”, que a poucos meses atrás impunham um respeito danado, hoje são bem mais usadas de forma pejorativa e irônicas, assim como o Bráulio! Ah e também, que o “novo” ainda está pra nascer. Entre o luxo e o lixo, Joãozinho Jardineiro vem tomando uma surra de realidade ao constatar que, a vida pública não é a fortuna do papai. Porém percebo que ainda, infelizmente, existem eleitores que se portam como os Tunners, querendo blindar JD, esconder, apenas para não admitir o equívoco eleitoral cometido. Teimosia!

Reconhecendo erros ou não, o fato é que a crista de Dória é insustentável (me faz lembrar o meu tio que dizia: quer moleza? Senta no meu colo!). Após os últimos acontecimentos envolvendo sua “jestão”, “Joãozinho frentista, guarda da CET e professor de Zumba numa academia em Santana” vai ter que admitir que anda metendo os pés pelas mãos ou, pelo menos sair um pouco do centro das atenções e dar um tempo nas ações midiáticas de gosto duvidoso. O que ocorreu na Cracolândia tem que ser classificado como inadmissível do ponto de vista da sociedade a quem, “Joãozinho Homem de Bem, missionário hare hama e testemunha de Jeová aos domingos” DEVE JUSTIFICATIVAS, Feedback no mundo dos “Jestores”. Essa estratégia midiática já havia sido aplicada pelo péssimo prefeito e corrupto de ocasião Gilberto “DEVE SER” Kassado! Um verdadeiro desastre. Em entrevista á Folha (Folha de São Paulo) do dia 01/06, a ex-secretária da pasta de direitos humanos da gestão João Dória, Patrícia Bezerra que, se demitiu após a operação na Cracolândia esclareceu alguns pontos importantes, sobre a ação e a forma mimada de “Joãozinho garoto propaganda de panfleto da Leroy Merlyn” que, vai de encontro com tudo que estou dizendo aqui. Patrícia, é bom que se diga antes que tudo se justifique com esse papo raso, não é nenhuma militante do PSOL, incendiária de Jereré, moradora do Crusp (Conjunto Residencial da USP). Ela é evangélica e filiada ao PSDB, um perfil bem mais conservador do se imagina para uma secretária de direitos humanos. Pois é, não adiantou, Patrícia chutou o balde, não aguentou o jeito mimado do prefeito Top. Na entrevista, ela confirma o perfil intransigente e fechado ao diálogo de Dória. Como alguém que se passa por “novo” ou o “não político”, pode ter tantas certezas e convicções no seu primeiro mandato? Como alguém pode chegar ao entendimento de uma sociedade tão complexa de uma metrópole igualmente complexa como São Paulo sem a concessão do diálogo? Seria o caso de alguém que já chegou de caso pensado para as pautas da cidade? Então não é o novo? Não. A ex-secretária confirma também outro comentário meu, quando trato sobre os limites que a vida pública estão impondo ao mimoso menino Dória. Diz que ele está afoito pela necessidade de realizar. Na Zona Norte isso chama chilique de menino mimado. Por fim a Patrícia admite que tentou em vão, evitar a operação da forma que foi, com truculência Policial e por osmose desastrosa mas, o próprio prefeito disse que não havia mais nada a fazer. Intransigente! Aonde estava Dória e sua trupe na época em que o “Deveria ser” Kassado fez a mesma cagalhada na região da Luz? Em “Parri”? Na puta que Parri? Vamos lá. O Crack vem do mesmo lugar, pelas mesmas mãos e entra pelas mesmas portas que as Armas, que a Maconha, que a Cocaína (ehehe Aécio e Perrela) , que o Ecstasy, que o LSD, etc… Não é porque o crack é uma droga barata que seu tráfico é inferior. É o mesmo Tráfico! É a mesma facção! E essa mesma Facção que ganhou vida, poder e cresceu durante o governo PSDB em São Paulo! São eles quem ganham com aquela desgraça que é a cracolândia que, por coincidência se criou durante o mesmo Governo PSDB. Só pra lembrar que o ex-presidente desse partido é associado diretamente o tráfico de drogas. Conclusão. Nunca um governo do PSDB teria reais interesses em sanar DE FATO as questões da Cracolândia, da criminalidade, etc…Pois isso implicaria no combate ao tráfico internacional. Nenhuma matriz quer derrubar a filial! . Então o que ocorreu ali foi um marketing de merda, mais uma vez a custa de miseráveis e desgraçados.

Outra joça é o caso André “Strume”. Que a “Jestão” Joãozinho trabalhador é chegada a boicotes na pasta da cultura por conta do grande número de entusiastas de “esquerda” que existe no meio cultural, obviamente, de qualquer lugar do Mundo, é sabido. Agora dizer que o camarada trabalhe de graça e saia na foto abraçado e feliz pela “ótima” oportunidade e grande reconhecimento da sua importância, se não irá lhe meter o porradão? é intransigência a beça não concorda? “Meleque chato” dizia Strume! Rapaz, você vai lá, informar que determinado projeto irá deixar de receber R$ 16 mil por mês de orçamento para receber NADA! Ele achou que ia tirar foto abraçado, celebrando a “boa nova”? Eles estão tolhendo tudo, Oficinas de artes plásticas e cênicas , bibliotecas, casas de cultura, o clube do choro , do meu amigo Deni Domenico, meu Deus! Isso que eu chamo de vandalismo. Enfim, o melhor de tudo dançou! Ora, então pra que serve a pasta? Apenas para aporrinhar os profissionais da cultura, mostrando tudo aquilo que eles não vão ter, por, em regra geral, não apoiar o governo tucano! Confiando na opinião pública do imbecil, a mesma que confiou No Sistema Globo de Manipulação e abraçou com garra o golpe e agora chora pela desinteira cometida e acometida, a mesma que simplifica a resolução de todo o mal de caráter moral com palavras de ordem e apoio a aberrações como Bolsonaro e que, hoje em dia é bem comum, “Strume” vai dando uma de bom Tucano, desqualificando as ações na secretaria de Cultura, querendo associar ocupação com vandalismo e justificando que “não é meia dúzia de gato pingado” quem deve definir quem será ou não Secretário de Cultura. Gente, por mais inexata e vaga que possa ser a opinião pública, sobre tudo a do Paulista, essa de Vandalismo já está passada. Como dizia o outro: Vem, mas vem com outra!

André Strume é a cara da “Jestão” Joãozinho Trabalhador. Comete erros acima do aceitável por falta de preparo para a função, não admite os erros, não sabe lidar com pessoas, tem horror a pluralidade de ideias, logo não aprende nada além de suas convicções viciadas e equivocadas. Só não vê quem não enxerga pois, até pra quem não quer ver, tá difícil aturar tanta ação “mal avaliada” como gosta de contemporizar o prefeito!

Enquanto isso em Brasília, o que parecia claro e óbvio, que o Presidente inelegível por falta de Quórum, o Marido da Marcela, iria cair igual cuspe do 20º andar, e morrer antes de tocar o chão carregando consigo suas reformas do inferno, não é mais tão obvio assim. O perí(qui)to oficial dos Tucanos avaliou, sem avaliar que, a gravação não serve pois, não foi gravado nos estúdios SIGLA em 16 canais em pleno outono de 1984. A Globo bateu em cima da polêmica enquanto a poeira dos primeiros dias assentava. Assentou. Nesse ínterim, vem o PSDB e junto com seus Caciques, entre eles o Governador de São Paulo, reforçar seu apoio a Temer (aquele que não serve nem pra calço de mesa) e ao Governo Golpista, assegurando em congresso com EMPRESÁRIOS E INVESTIDORES que as Reformas vão sim sair, nem se for no via Roto-Rooter! Vocês compreendem agora a quem interessa as reformas e quem são os mandantes e mentores do golpe? Estão vendo ou tá difícil superar a miopia da teimosia? Temer ia cair, não tinha papo. Temer é o presidente do país, porque o PSDB o sustentou. PSDB jogou seu malvado predileto aos leões porque, não é de hoje que esse menino dá trabalho queimando o filme da família, e outras cositas más. Como já disse Sérgio Machado em outro grampo, “O Aécio não tem condições”… E lá vai ele,” Aécinho narizinho de ouro” deixa cair o helicóptero com o pó da galera, “Mó Guela, irmão”! Aecinho diz que manda matar, Aecinho chora muito louco, enfim Aécinho é daqueles que dá trabalho na madrugada…Deu trabalho demais para os papais e foi com esse garoto problema que o PSDB resolveu apagar o incêndio, tirando o foco do “Temer golpista, corrupto e corruptor”, pego em gravação, para acalmar “o mercado”. E pensar que mais de 51 Milhões de brasileiros quase elegeram esse “sem condições” para Presidente da República.

Temer segue. Firme e forte, com o apoio do PSDB, seguem também as reformas do inferno. Enquanto isso pouco mais de 51 milhões de pessoas seguem convictas, assim como João Dória. Cheias de certezas, calcadas em preconceitos, nada abertas a diálogos, com raiva, com marra, com ódio proveniente da desinformação e falta de preparo, confusas e intransigentes. Até quando vão manter as aparências dessas ideias desconstruídas sistematicamente pelos fatos? Como dizia, em tom de negativa, pessoal do bar do Tio Zé, na Freguesia, durante uma ressaca daquelas, mediante a um convite para um novo “porre de arrancar ladrilho com a unha”: Teimosia tem limite!

Um Puta Abraço!

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Cassio Guerreiro

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